Flamenco consciência corporal

Aulas, shows, flamenco, curiosidades, receitas e costumes da cidade de Sevilha. Esse site foi criado para compartilhar com outras pessoas como pode ser a vida em Sevilha, aproveitando assim, o período de um ano que morei lá, não só para aprender e divulgar o flamenco, mas também, dentro do possível, alguns de seus costumes e particularidades! Agora que voltei para o Brasil e minha vida como professora e bailaora, sigo escrevendo sobre as experiências que mais marcaram minha estada em Sevilha, e temas significativos de flamenco e divulgando também meu trabalho por aqui!

Aqui compartilho minhas andanças pelo flamenco ! Na Espanha ou no Brasil!!
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  • Guitarra: Gabriel Soto
Cante: Elsa Maya
Baile
  • Pepe junho 2015
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  • Turma do Intermediário Workshop Juana Amaya no Brasil
  • Villa Flamenca Maio 2015
  • Nosotros abril
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Tablao CAF Nosotros Junho 2015 Guitarra: Gabriel Soto, Cante: Elsa Maya, Baile: Adelita Parra, Ana Marzagao, Ana Paula Campoy, Lu Garcia. Fotos: Cassio Garcia

Tablao Flamenco de Junho no Paellas Pepe!

Pepe junho 2015

Reflexoes por Cantiñas…. Levantando mais perguntas do que respostas!

IMG_1601A Tertulia do dia 23 de maio aconteceu na Casa Flamenca CastrodeLaRua. Há muito tempo nao conseguíamos aproveitar tao bem nosso tempo. Estudamos a partir do Livro: História Social do Flamenco, de Alfredo Grimaldos, a história da Guerra da Independência, tentando contextualizar a relaçao entre as alegrias e as invasoes napoleônicas sobre Cadiz. A pergunta provocativa de uma das integrantes provocou o passo inicial às pesquisas: Qual a origem do silêncio das alegrias?

Entendemos em seguida, que muitas das letras de alegrias sao hinos às vitórias dos gaditanos, que nao se deixaram invadir pelas tropas francesas. Com humor e ironia, cantavam, por exemplo:

Con las bombas que tiran

los fanfarrones

se hacen las gaditanas

tirabuzones.

Miguel Poveda canta estes versos aqui em 1:35 do Video:

La Argentina por cantiñas, no fim conta o que estudamos sobre a resistência dos gaditanos na Isla de León:

Repassamos a estrutura das alegrias, diferenciamos letra de estribillo e castellana, entendemos as alegrias como parte da família das Cantiñas e nos debruçamos a escutar Cantiñas, Alegrias, Mirabrás, Rosas e Romeras e bulerias de Cadiz

Para minha surpresa, a Magna Antologia del Cante traz como Buleria de Cadiz, uma melodia que eu reconheceria como Buleria de Jerez. La Virgen de la Merced, interpretada por Aurelio Selles. Vejam:

Como sempre digo, a Tertulia provoca mais perguntas do que respostas. O que determina ser um cante por cada um destes palos?  O tom, o ritmo, o cante, o conteúdo dos versos? Ficamos sem responder também qual a origem do silêncio. Em casa, achei mais uma referência interessante que aqui compartilho. Vejam que ao final da citaçao o autor afirma que as cantiñas, cantes tipicamente gaditanos sao enquadrados ritmicamente no toque por alegrias:

Numerosas son las teorías que se han barajado acerca de las posibles fuentes de las cantiñas, desde algunas que sostienen la influencia de la jota aragonesa – por la interrelación lógica folklórica durante la guerra de la Independencia-, hasta la versión de que los antiguos juguetillos, muy similares a los actuales remates de las variantes en las cantiñas más ligeras de compás, son sus directísimos antecedentes, aunque históricamente es muy difícil separar sus elementos musicales y líricos, pues los juguetillos se recuerdan como cantes cortos y desenfadados, sumamente flexibles en su entonación. Un ejemplo de ellos pueder ser la copla que dice:

La Simoncita

tiene un Simón,

la Simoncita

ya se casó.

En definitiva, las cantiñas son todo un mundo de colorido, gracia y ritmo que tuvo un importante papel en la baraja estilística del flamenco, sobre todo en el siglo XIX. Un cante nesamente gaditano, encuadrado rítmicamente en el toque por alegrías, y en el que las variantes se definen en lo muscial por tonalidades, y en tono base por el lugar donde se toque cada cante. Y esta claro que el motivo o el tema de las coplas ha venido sirviendo a lo largo del tiempo para darles nombres tal en caso de Las Mirris o de las romeras.

Speranza Fernandez canta Cantiñas de Pinini. O verso citado acima (Simonsita) está lá:

E se escutamos Fernanda de Utrera?

Para ampliar, veja como o autor do Blog de Palo en Palo caracteriza cantes por cantiñas e alegrias:

Blog “De palo em palo” Sobre Cantiñas, com letra e video!!! Vale a consulta!!

Por fim, quero fazer mais uma citaçao de Manuel Rios Ruiz, que na página 186 do capítulo sobre cantiñas no livro “El gran libro del Flamenco”, nos conta uma história concreta sobre Cantiñas:

Antes de seguir adelante generalizando sobre las distintas  cantiñas, vamos a poner un ejemplo concreto, historiado, aunque de forma sintetizada: la cantiña denominada de Las Mirris, que ha sido estudiada por diferentes flamencólogs , entre ellos Antonio Murciano. Teniendo presente las teorias que se han publicado al respecto, la cantiña citada es de origen sanluqueño y se debe a la cantaora María La Mica, apodo de Ana María Vargas, hermana de Pepa La Bochocha, y posiblemente de Tío Frasco La Mica, además de tía carnal de Bochoque y de Miguel de la Pepa, voces cantaoras de su Sanlúcar natal que tuvieron transcendencia. “Demofilo” incluyó  a María La Mica  en su relación de intérpretes insertada en su libro Colección de Cantes Flamencos, publicado em 1881. Y esta considerada por la tradición oral como una gran cantaora, famosísima en su época, primeira mitad del siglo XIS a la que incluso se le asigna  la posibilidad de haber sido creadora del cante por caracoles, que según Murciano ” lo compuso para que bailasen sus primas Las Mirris” Y volviendo  a la cantiña de Las Mirris, la copla hace referencia directa a ellas , y se cuenta que iban con frecuencia de Sanlúcar de Barrameda a El Puerto Santa María, donde presos del penal portuense construian por entonces una carretera entre las dos poblaciones:

De Sanlucar hasta El Puerto

hay un carrí

que lo han jecho Las Mirris

de dir y vení.

La Mirra Chica 

y La Mirra Grande

estaban  jechas

de azúcar cande.

Qué es lo que suena?

Los presidiários con sus caenas

Por el castillo 

iban las Mirris

en zagalejillo. 

!Caracoles, 

caracoles…!

Bem no final, Chano Lobato, coloca estes versos:

Para terminar, se alguém quiser, seguir a letra deste video, vejam novamente como o blog “De Palo en Palo” nos ajuda:

Blog “De palo em palo” Sobre Cantiñas de las Mirris, com letra e video!!! Vale a consulta!!

e em Rito e Geografia del Cante, Ramon Medrano também conta a partir de 1:50 a origem desta cantiña:

O Curso de Juana Amaya em Sao Paulo deixou gostinho de quero mais!!

Workshop Juana Amaya no Brasil
Juana Amaya esteve pela primeira vez no Brasil em final de março de 2015. A maestra, que tem Estudio na Rua Alejo Fernandez, 6 em Sevilla veio a Sao Paulo após temporada no Japao por realizaçao de uma parceria entre a Cuadra Flamenca e Ana Marzagao. O curso aconteceu na sala da Cuadra Flamenca.

Trabalhou no Básico, por alegrias; no Intermediário, por tangos e no avançado, por Soleá!

Difícil contar, nao tendo participado de todas as aulas e tendo sido a produtora do curso, mas tentarei colocar aqui algumas de minhas impressoes.

Juana Amaya é dona de uma presença e de um gesto flamencos inigualáveis e ao mesmo tempo tem presença simples e serena. Quando se coloca em movimento, traz consigo ritmo, peso, leveza e força, tudo isso “a compá”.

Os primeiros passos dados pelas alunas durante os cinco dias de curso eram ainda tímidos e temerosos de erros ou enganos. Com calma, os gestos eram repetidos insistentemente, correçoes ao movimento de tronco, direçao de pé, força de braceos foram feitas, mas as que mais me chamaram atençao foram as mesmas que me encantaram quando a conheci em Sevilla: Olhem-se no Espelho! Dancem para vocês! Olhem para suas maos! Mas rapido! El compas no te va esperar! Es como la vida!

Sao muitas frases que vao, à medida que os passos se repetem ao ritmo da guitarra ou do ritmo do próprio passo, aproximando as alunas de si mesmas, de sua expressao, de sua força. Juana mostra em sua aula o quanto é o importante trabalhar a técnica através do baile e do movimento, o quanto é importante que o aluno se sinta bem para poder bailar o que é em essência.

Isto para mim é a essência de sua aula e o motivo pelo qual a adotei como maestra em meus tempos de Sevilla. Sou muito grata por ter tido a oportunidade de frequentar seus estúdios em Sevilla, ter superado o medo dos primeiros meses de aula, a frustraçao de nao alcançar as intençoes percebidas em seu baile e ter podido respirar de seus Aires nas salas da Cuadra Flamenca, ao lado de Vera Alejandra, minha querida maestra flamenca!

Sou grata à Juana, que acreditou nessas duas apaixonadas por seu trabalho que quiseram trazê-la a Sao Paulo, a Vera Alejandra que realizou comigo este projeto, acreditando e cuidando de cada detalhe e a cada um dos participantes, alunos, amadores e profissionais! Queridos, o curso nao seria possível sem a presença de vocês!!! Muito obrigada!

Em seguida, vejam alguns dos registros pelo olhar sensível do fotógrafo Paulo Barbuto!
Juana Amaya com Conrado Gmeiner, guitarrista das turmas de básico e Inter e nossa querida bailaora e percussionista, Priscilla Mourthé:
Workshop Juana Amaya no Brasil. Guitarra- Conrado Gmeiner, Percussao-Priscilla Mourthe

A Turma de Intermediário, por tangos!!!!
Turma do Intermediário Workshop Juana Amaya no Brasil

Acesse o site:

Workshop Juana Amaya no Brasil, Março 2015 – Fotos Paulo Barbuto

Veja todas as fotos de Paulo Barbuto:

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Tablao Nosotros de Abril

É uma grande emoçao compartilhar o palco com artistas tao flamencos e com um trabalho profundo.

Aqui alguns registos da noite do dia 26 de abril.
Nosotros abril capa

Fotos Cassio Garcia.

Nosotros abril

Nosotros abril 4

Nosotros abril 3

Tablao Nosotros Maio 2015

href=”https://anamarzagao.files.wordpress.com/2015/05/nosotros-maio-2015.jpg”>Nosotros maio 2015

Nossos convidados do Tablao do CAF no mês de maio serão: Marilia Cesarino, Denis Sartorato e Helena de los Andes. Artistas de Campinas iluminando nosso Tablao. Contaremos tbém com a já tradicional presença de Ade Parra, Ana Paula Campoy e Ana Cristina Marzagão. Dia 31/05 as 19h, abertura da casa, e 20h o show. Reservas de mesa pelo e-mail lugarcia@centrodearteflamenca.com.br

Pela primeira vez no Brasil: Maestra Juana Amaya!!!!!!!

WORKSHOP JUANA AMAYA INFO completa

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